sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O Evangelho de hoje!

Sexta-feira da 6ª semana do Tempo Comum
Evangelho segundo S. Marcos 8,34-38.9,1.
Chamando a si a multidão, juntamente com os discípulos, disse-lhes: «Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Na verdade, quem quiser salvar a sua vida, há-de perdê-la; mas, quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, há-de salvá-la. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Ou que pode o homem dar em troca da sua vida? Pois quem se envergonhar de mim e das minhas palavras entre esta geração adúltera e pecadora, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos.» Disse-lhes também: «Em verdade vos digo que alguns dos aqui presentes não experimentarão a morte sem terem visto o Reino de Deus chegar em todo o seu poder.
Palavra da salvação!
Glória a vós Senhor!
Leia também:
Livro de Génesis 11,1-9.
Livro de Salmos 33(32),10-11.12-13.14-15.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Jejum: apelo à sobriedade de vida

O bispo de Angra (Portugal), Dom António de Souza Braga, considera que o jejum quaresmal constitui um apelo à sobriedade de vida.Em uma Mensagem de Quaresma difundida hoje por Agência Ecclesia, Dom António de Souza recorda que «a caminhada penitencial da Quaresma deve levar-nos ao sentido originário do nosso batismo e às suas implicações concretas na vida do dia-a-dia».«Através das práticas penitenciais, na linha da tradição bíblica: oração, jejum e esmola. Que caracterizaram sempre a caminhada quaresmal. Como expressão de conversão interior. De mudança na maneira de pensar e de agir», explica.Segundo o bispo, nesta Quaresma do Ano Paulino, «somos convidados a uma leitura orante das Cartas de S. Paulo, que nos ensinam como ser cristãos, discípulos fiéis de Cristo e apóstolos audazes do Seu Evangelho».«Neste mundo conturbado, à procura de um novo rumo, não há que ter medo de apresentar o Evangelho de Jesus, como caminho de progresso humano», afirma.O bispo de Angra considera que ler a realidade à luz da fé «leva-nos a olhar para o momento presente, com os seus problemas e dificuldades, como ‘tempo favorável’, tempo oportuno de graça: kairós».«Uma oportunidade para um salto de qualidade na civilização humana. Que vai, sem dúvida, custar sacrifícios. Mas que é caminhada para uma vida com abundância, conforme a promessa de Jesus. Que nos empenha e compromete.»Nesse contexto, o bispo convida os fieis à prática do jejum. «Jejuar não é apenas abster-se de alimentos. O jejum constitui um apelo à sobriedade de vida. À contenção no consumo».Isso «também em vista de uma maior partilha e entreajuda. Tão necessárias no mundo em que vivemos. Onde cresce o fosso entre ricos e pobres. Onde há famílias, que precisam de solidariedade efetiva».Segundo o prelado, como o Bom Samaritano, «temos de nos fazermos próximo de todo o irmão que precisar de ajuda».«É esse o sentido da prática tradicional da esmola. Que, às vezes, assume um significado pejorativo. Originariamente, era - e deve continuar a ser - expressão de solidariedade: ter piedade, capacidade de se com-padecer, de sofrer com», explica.De acordo com o bispo, «foi assim o amor de Deus. Como Cristo no-lo revelou. Assim deverá ser o amor do próximo. No tempo e no lugar. Aqui e agora».

Sobre o Evangelho de hoje

Pedro, desviando-se com Ele um pouco, começou a repreendê-Lo.
Não devemos ter vergonha da cruz do Salvador, mas devemos gloriar-nos nela. «A linguagem da cruz é escândalo para os judeus, loucura para os gentios», mas para nós é salvação. É loucura para os que se perdem, e poder de Deus para os que se salvam (1Cor 1, 18-24). Não foi apenas um homem que morreu, mas o Filho de Deus, Deus feito homem. No tempo de Moisés, o cordeiro afastou o anjo exterminador (Ex 12, 23); pois muito mais «o Cordeiro de Deus que vai tirar o pecado do mundo» (Jo 1, 29) nos libertou dos nossos pecados.
Não foi obrigado que Ele deixou a vida, não foi pela força que foi imolado, mas pela Sua própria vontade. Escutai o que nos diz: «Tenho poder para a dar e para tornar a tomá-la» (Jo 10, 18). Entregou-Se deliberadamente à sua Paixão, feliz pela Sua entrega, sorrindo ao Seu triunfo, contente por salvar os homens. Não teve vergonha da cruz, porque salvava a terra inteira. Não era um pobre homem que sofria, mas Deus feito homem que ia combater para obter o preço da paciência.Não te regozijes da cruz somente em tempos de paz; guarda a mesma fé em tempos de perseguição; não sejas amigo de Jesus apenas em tempos de paz, para te tornares Seu inimigo em tempos de guerra. Recebes agora o perdão dos teus pecados e os dons espirituais prodigalizados pelo teu rei; quando eclodir a guerra, combate com bravura pelo teu rei. Jesus foi crucificado por ti, Ele que não tinha pecado.
Não foste tu que Lhe deste esta graça, porque recebeste-a primeiro. Mas dá graças Àquele que pagou a tua dívida sendo crucificado por ti no Gólgota.

Comentário feito por São Cirilo de Jerusalém (313-350), Bispo de Jerusalém e Doutor da Igreja Catequese baptismal n° 13, 3.6.23 (trad. breviário)

19 de fevereiro dia de São Conrado de Placência

Os ecologistas talvez não simpatizem muito com este santo, pois durante uma caçada de lebres e faisões pôs fogo a uma floresta. Os camponeses revoltaram-se porque tiveram muitos prejuízos. O governador da cidade condenou à morte o primeiro suspeito, que na ocasião estava no bosque. O verdadeiro culpado, Conrado Confalonieri, quando soube que um inocente pagaria por ele, confessou-se culpado e propôs-se pagar os prejuizos. Assim fez, tornando-se muito pobre. Mas ninguém conhece os caminhos do Senhor. O caçador incendiário ingressou na Ordem Terceira de S. Francisco. Em 1315, a esposa, Eufrosina, inflamada pelo zelo do marido, entrou para o convento franciscano de Santa Clara de Placência. Conrado, também como frade, sua vida errante, mudando de mosteiro a cada momento. Mas era muito bom e piedoso. Em 1343 chegou a Siracusa, na Sicília, e estabeleceu-se na cidade de Noto. Escolheu como habitação uma cela ao lado da igreja do Crucifixo. A fama de sua santidade seguia-o como a sombra e comprometia a paz e o silêncio de que tanto gostava. Quando percebeu que as muitas visitas perturbavam a sua vida de oração, frei Conrado levantou acampamento e foi humildemente para uma solitária gruta dos Pizzoni, que foi depois chamada de gruta de São Conrado. Aí morreu a 19 de fevereiro de 1351. Frei Conrado foi sepultado na mais bela entre as esplêndidas igrejas de Noto: a igreja de são Nicolau que em 1844 se tornou a catedral da nova diocese. Em suma, Conrado abandonou a vida de incendiário de floresta e teve a vida toda incendiada no amor de Deus e para o bem das almas.

São Conrado, rogai por nós!

O Evangelho de hoje!

Quinta-feira da 6ª semana do Tempo Comum
Evangelho segundo S. Marcos 8,27-33.
Jesus partiu com os discípulos para as aldeias de Cesareia de Filipe. No caminho, fez aos discípulos esta pergunta: «Quem dizem os homens que Eu sou?» Disseram-lhe: «João Baptista; outros, Elias; e outros, que és um dos profetas.» «E vós, quem dizeis que Eu sou?» perguntou-lhes. Pedro tomou a palavra, e disse: «Tu és o Messias.» Ordenou-lhes, então, que não dissessem isto a ninguém. Começou, depois, a ensinar-lhes que o Filho do Homem tinha de sofrer muito e ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos doutores da Lei, e ser morto e ressuscitar depois de três dias. E dizia claramente estas coisas. Pedro, desviando-se com Ele um pouco, começou a repreendê-lo. Mas Jesus, voltando-se e olhando para os discípulos, repreendeu Pedro, dizendo-lhe: «Vai-te da minha frente, Satanás, porque os teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens.»
Palavra da salvação!
Glória a vós Senhor!
Leia também:
Livro de Génesis 9,1-13.
Livro de Salmos 102(101),16-18.19-21.29.22-23.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Cardeal recorda importância de gestos concretos de solidariedade

O gesto concreto de amor de Jesus no episódio da cura do leproso, relatado no evangelho de domingo passado, testemunha que se deve viver a solidariedade com os outros, afirma o arcebispo de Salvador (Brasil).O cardeal Geraldo M. Agnelo destaca –em artigo enviado a Zenit ontem– que o evento em que Jesus encontra um leproso, cura-o e o restitui à sociedade é uma «situação de 2000 anos passados» que «não perdeu a sua atualidade e nos rodeia».«O gesto de Jesus é simples. Enviado a revelar à humanidade o amor que o Pai celeste nutre pelas pessoas, deixa transparecer concretamente este amor: comove-se diante de um leproso, cura-o», destaca.Segundo o arcebispo de Salvador, são três os apelos que chegam aos cristãos de hoje, desde a cura operada por Jesus.«Primeiramente, tenhamos presente que a lepra e tantos problemas na nossa sociedade não foram ainda resolvidos. As estatísticas revelam um dado desconcertante, mas apenas constatado: não obstante o empenho de muitos que a combatem, o número de doentes no mundo continua a crescer», afirma. «Como continuam a aumentar os que sofrem a fome», afirma o cardeal. «Os dois fenômenos resultam muitas vezes ligados entre si. Hoje, se sabe que o contágio da lepra é muito raro. Mas de fato a pobreza, a falta de higiene, a desnutrição, a ignorância das normas de prevenção, favorecem ainda a difusão do mal».Segundo Dom Geraldo Agnelo ainda existe uma mentalidade que não ajuda a cura. «Alguns, por motivos religiosos, pensam que os leprosos merecem a lepra, que devem descontar nesta vida o mal que fizeram.»«Pensam que é justo os leprosos terem o seu mal, que não há necessidade de curá-los. Devem descontar. É um pensamento cômodo, consente em desinteressar-se dos outros», considera.Em segundo lugar –prossegue o arcebispo–, «a nossa sociedade exclui pessoas que não lhe interessam, persegue-as, quando não as desfruta».«A crônica jornalística está cheia de acontecimentos dolorosos desses nossos irmãos em Cristo, que o Cristo os tiraria de sua abjeção, que hoje recebem dos que seguem a mentalidade e as opiniões políticas e sociais dominantes, sobretudo, desprezo e condenação.»O arcebispo destaca então o apelo à solidariedade. «Precisamos da intervenção de Cristo, o salvador, que nos cure interiormente, nos converta, e talvez então encontraremos a força e a alegria de ajudar os outros e de viver a solidariedade com os outros».

Jornada Mundial da Juventude

Bento XVI entregará Cruz aos jovens de Madri
No dia 5 de abril, Domingo de Ramos, Bento XVI entregará a Cruz e o ícone da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) aos jovens da arquidiocese de Madri, que serão os anfitriões do encontro no verão boreal de 2011. Seguindo a tradição, a entrega da cruz acontecerá durante a celebração eucarística na Praça de São Pedro no Vaticano. Para preparar-se para este acontecimento, a Delegação da Infância e da Juventude da arquidiocese de Madri (http://www.deleju.org/) organizou uma peregrinação a Roma de jovens maiores de 15 anos, «que se sintam chamados a comprometer-se com a preparação e a celebração da JMJ de Madri 2011». A delegação madrilena estará presidida por seu arcebispo, o cardeal Antonio María Rouco Varela. O programa de atos previstos em Roma começará na sexta-feira, 3 de abril, com uma celebração da Eucaristia em São Lourenço em Damaso, da qual o cardeal Rouco é titular. Esta igreja está no centro de Roma, na Via Vittorio Emmanuelle, em frente da Piaza Navona. Será às 20h. No sábado, dia 4, às 10h, está prevista a celebração da Eucaristia; e às 19h, celebração da Reconciliação. Já no domingo, os peregrinos madrilenos chegarão à Praça de São Pedro na primeira hora da manhã para assistir à Eucaristia e posterior Cerimônia de Entrega da Cruz. Na segunda-feira, 6 de abril, às 10h, o cardeal arcebispo de Madri presidirá uma Eucaristia na Basílica de São Paulo. E na terça-feira, às 10h30, acontecerá a Eucaristia na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, em Pompéia. A Cruz da Jornada Mundial da Juventude foi confiada por João Paulo II em 1984, no final do Ano Santo da Redenção, no qual essa grande cruz de madeira (3,8 metros) havia sido colocada junto ao altar maior da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Desde então, a Cruz dos jovens percorreu o mundo. Tradicionalmente, é acolhida pelos organizadores da Jornada, que, com os jovens, encarregam-se de programar a peregrinação da cruz no país.

Blumenau tem novo bispo

Segundo informou hoje a Santa Sé, Bento XVI aceitou a renúncia ao governo pastoral da diocese de Blumenau (sul do Brasil), apresentada por Dom Angélico Sândalo Bernardino, conforme o can. 401 § 1 do Código de Direito Canônico (razão de idade, 75 anos).O Papa nomeou para substituí-lo Dom José Negri, P.I.M.E., até o momento bispo auxiliar de Florianópolis.Dom José Negri nasceu a 19 de setembro de 1959, em Milão (Itália). Religioso do Pontifício Instituto Missões Exteriores, foi ordenado sacerdote em 1986. Estudou filosofia e teologia no Seminário do P.I.M.E. em Monza, licenciou-se e doutorou-se em psicologia na Pontifícia Universidade Gregoriana.No dia 14 de dezembro de 2005, foi nomeado bispo auxiliar de Florianópolis, tendo recebido a ordenação episcopal em 5 de março de 2006.Por meio de sua assessoria de imprensa, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) enviou seus cumprimentos a Dom José Negri pela nova missão, «desejando que seja frutuoso seu pastoreio junto à diocese que lhe é confiada».Ao mesmo tempo, a CNBB «agradece a Dom Angélico por seu testemunho de amor e de serviço ao povo de Deus presente na diocese de Blumenau».