sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Cardeal pede orações pelas vocações sacerdotais

Neste mês que a Igreja no Brasil dedica ao tema das vocações, o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, convida os católicos a rezarem de modo especial pelas vocações sacerdotais.Cada comunidade precisa “de muitos bons sacerdotes para a realização da sua missão nesta Metrópole. Apoiemos e colaboremos com os diáconos e padres no exercício de sua missão; apoiemos os seminários, onde são preparados os novos padres”, afirma o cardeal, em artigo publicado na edição desta semana do jornal O São Paulo. No contexto do mês das vocações, o arcebispo explica que, na Igreja, “somos um povo de vocacionados, que Deus chama para missões e serviços diferenciados; e para desempenhá-los, concede uma graça especial a cada um”.“Embora de diversos modos, todos são chamados a manifestar na sua vida a mesma alegria da salvação e a colaborar na única grande obra de Deus.”Dom Odilo recorda a vocação dos fiéis leigos, que, pelo batismo, “são chamados por Deus para viver a alegria da fé e testemunhar a vida nova que vem do Evangelho no meio do mundo”.Outra vocação, na Igreja, é a dos ministros ordenados – bispos, padres e diáconos –, que “receberam o chamado especial para serem pastores e servidores da comunidade dos fiéis, com a missão de zelar, em nome de Cristo, pelo bem de cada membro da Igreja e de cuidar para que esta cumpra bem sua missão”.Os ministros ordenados “exercem em graus diversos, por encargo da Igreja e do próprio Cristo, a tríplice missão de anunciar o Evangelho, santificar e pastorear o rebanho do Senhor”.Há ainda a vocação à Vida Consagrada, “com suas numerosas Ordens, Congregações e Institutos, e também as múltiplas formas de vida consagrada secular; hoje florescem diversas formas de consagração nas ‘Novas Comunidades’, que o Espírito Santo suscita na Igreja”. Segundo o cardeal Scherer, é preciso lembrar sempre que “a primeira e mais importante ‘consagração’ a Deus é aquela do Batismo. Por ela, todos receberam o ‘selo do Deus vivo’, pertencem a Ele, receberam a ‘vida nova’ e são herdeiros dos bens que Deus destina para todos aqueles que o amam”.“No entanto – afirma o arcebispo –, a vocação à Vida Consagrada é um chamado especial para viver de maneira mais intensa e desimpedida a vida nova’, segundo o Evangelho.”E os consagrados “fazem isso assumindo os Conselhos Evangélicos da pobreza, obediência e castidade ‘por causa do de Jesus Cristo e do reino dos céus’. Assim, eles se tornam ‘sinal vivo’ do Evangelho e das promessas de Deus para seus irmãos batizados e para o mundo inteiro.”“Somos um povo de vocacionados” – diz o arcebispo. “O Espírito de Cristo não deixa de suscitar todo tipo de vocações na Igreja, dando dons diferentes a cada um para a colaboração de todos na missão da Igreja”.Dom Odilo deseja que as paróquias e comunidades sejam “generosas em acolher todos os dons de Deus, vivas e dinâmicas na missão, através da vocação e da colaboração de cada um de seus membros”.

Dom Odilon Pedro Scherer
Cardeal Arcebispo de São Paulo

Agosto mês Vocacional


Se queres assumir em pleno o teu trabalho, não te esqueças de que toda a vocação só se consegue concretizar com muita dedicação. George bernanes

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Hoje é dia de S. João Maria Vianney

Conhecido também como Cura D´Ars, S. João Maria Vianney nasceu em Dardilly, na França, em 1786. Era um camponês de mente rude e, segundo contam, tinha poucos dotes pessoais. Teve que se esconder por algum tempo por haver desertado do exército napoleónico na marcha para a Espanha. Nem sequer soube a gravidade desse acto, que se deveu ao facto de não ter conseguido acertar o passo com o seu batalhão.

Os seus mestres de seminário ficavam muito desanimados com o seu péssimo desempenho mental. Mas devido ao modelo de piedade que era, o Vigário geral resolveu aprová-lo e deixar que a providência se encarregasse do resto.

Em 1815, deram-lhe as ordens sagradas. Porém havia uma condição: não poderia confessar, por julgarem-no incapaz de guiar as consciências.

Após um ano de aprendizado com o abade Balley, em Ecculy, foi para Ars, primeiramente com o título de vigário capelão e depois veio a ser vigário ou cura.

São João Maria Vianney, Rogais por nós!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Agosto mês Vocacional


"Logo que descobri que existe Deus entendi que não podia mais fazer outra coisa a não ser viver por ele: minha vocação religiosa começa no exato momento em que despertou a minha fé." (Charles de Foucauld)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Rezar não é para quem não quer nada

Jesus nos disse que podemos falar com Deus com a confiança de filhos diante do Pai. Vendo Jesus em oração, os discípulos lhe pediram que os ensinasse a rezar. Diante das diferenças entre Lucas e Mateus surge a pergunta: Qual foi o Pai-Nosso que Jesus nos ensinou? Todos os sete pedidos da versão de Mateus podem ser de Jesus. Algumas variantes de cópias antigas do texto mais curto de Lucas têm mais um pedido: Vosso Espírito Santo venha sobre nós. Diferenças pequenas entre textos usados pelo povo cristão surgem da dificuldade de traduzir textos antigos. Muita tradução é traição. No Brasil temos diferenças entre Teu e Vosso. Não faz sentido brigar com outras igrejas por causa de tradições diferentes. Protestantes criticam nossa maneira de rezar para dizer que estamos na Igreja errada. O mais importante é entender e assumir o que estamos pedindo ao rezar a oração que o próprio Jesus nos ensinou.

Não podemos fazer esses pedidos a Deus e depois ficar de braços cruzados, esperando que as coisas aconteçam.

  • Para que pedir Santificado seja o vosso nome, e usar o nome de Deus em vão?
  • Não adianta pedir Seja feita a vossa vontade, e depois fazer o contrário.
  • Como pedir pelo Reino de Deus, sem trabalhar para construir o seu Reino aqui?
  • Para que pedir a Deus o pão nosso de cada dia, de barriga cheia, e nada fazer para que todos possam ganhar o seu pão com seu trabalho?
  • Ao pedido de perdão, Jesus anexou esta condição: assim como nós perdoamos.

O Pai-Nosso é oração de conscientização. Não deve ser rezado da boca para fora. Vida cristã não combina com mediocridade. Não é para egoísta hedonista consumista comodista que procura vantagem em tudo, até na religião.

Falando numa missão popular, fui surpreendido por um questionamento: Padre, o Pai-Nosso está errado. Se nós não sabemos perdoar, como é que vamos pedir a Deus que nos perdoe assim como nós perdoamos?

O que está errado não é o Pai-Nosso, nem a advertência que Jesus acrescentou ao pedido de perdão. Prevendo objeções, Jesus mesmo fez questão de insistir com sua própria explicação: Pois, se perdoardes ... , também o vosso Pai celeste vos perdoará, mas, se não perdoardes ... , o vosso Pai também não vos perdoará.

Jesus conhece nossa natureza. Ele sabe que perdoar é coisa difícil para nós. Por isso insiste que devemos aprender a perdoar. Incomodado, Pedro perguntou: Senhor, quantas vezes devo perdoar ao irmão que pecar contra mim? Até sete vezes?

Pelo jeito de perguntar, Pedro achava que sete vezes seria um exagero. Mas Jesus respondeu: Não te digo até sete, mas até setenta e sete vezes. (Variante: até setenta vezes sete. Mt 18,22)

Na crise de valores de hoje, o mundo põe a vingança acima do perdão. Perdão agora é sinal de fraqueza. O forte não leva desaforo para casa. Na realidade, o perdão faz parte do amor, mas o egoísmo prevalece tanto que a paz não vence as desavenças. Nem na família. Muitos perguntam até que ponto devem perdoar. Até a traição?

Fico preocupado diante de separações até de casais de vivência cristã, até de homens e mulheres que eram atuantes em movimentos. Para onde vai a sociedade? Diante do comportamento de tantos jovens de hoje, como será o futuro da família? Tanto egoísmo vencendo o amor, até num país onde quase todos se dizem cristãos?

Por que Jesus insiste tanto na necessidade do perdão? Porque o fundamento da vida cristã é o amor. O amor precisa todo dia vencer o egoísmo. Sem o perdão, o amor não sobrevive às dificuldades naturais da convivência. Jesus podia dizer também: Perdoai-vos uns aos outros assim como eu vos perdoei. Foi para nos trazer o perdão dos pecados que Ele veio participar das condições da existência humana. Pendurado na cruz, ainda fez um último pedido ao Pai: Pai, perdoai-lhes: não sabem o que fazem.

O diácono Estêvão, depois de tentar em vão convencer seus perseguidores com um longo sermão, pediu por eles: Senhor, não os condenes por este pecado.

Poucos são colocados em situações tão extremas, mas todo cristão é convocado para carregar a cruz que surge na sua vida. Toda vida humana tem suas dificuldades, e toda convivência tem seus atritos. Às vezes é preciso carregar o peso do outro.

Sem a disposição ao perdão, de pequenos atritos surgem grandes conflitos. Em casa, na rua, na cidade, no país e no mundo. Para vocações especiais, outra palavra de Paulo: Carrego na minha carne o que falta na cruz de Cristo.

São Lucas não repete a insistência de Jesus na necessidade de aprender a perdoar para obter o perdão de Deus, mas apresenta uma parábola sobre a importância de perseverar na oração, com a conclusão: Se vós, que não sois tão bons, sabeis dar coisas boas aos filhos que pedem, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem.

Rezar é para quem quer algo mais.

Dom Cristiano Jakob Krapf

Agosto mês Vocacional


"Se você exerce a sua vocação, metade da sua vida está resolvida." (Fernanda Montenegro)