quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Como a Bíblia chegou até nós?

Esta é uma pergunta que muitos fazem. A Bíblia antes de ser escrita foi vivida, e depois foi contada pelos pais e mães aos filhos. De geração em geração. Veja os Salmos 43, 2 (Ó Deus, ouvimos com os nossos próprios ouvidos, nossos pais nos contaram a obra que fizestes em seus dias, nos tempos de antanho. );77,3-4; (O que ouvimos e aprendemos, através de nossos pais, nada ocultaremos a seus filhos, narrando à geração futura os louvores do Senhor, seu poder e suas obras grandiosas. );144,4;(Cada geração apregoa à outra as vossas obras, e proclama o vosso poder) e Ex 10,2.(para que contes aos teus filhos e aos teus netos as maravilhas que fiz no Egito e os prodígios que operei no meio deles, e para que saibais que eu sou o Senhor) Este período, que durou aproximadamente 900 anos, chama-se Tradição Oral. A Bíblia começou a ser escrita durante o reinado de Salomão, por volta do ano 950 a.C. Hoje, por respeito à cultura judaica, alguns já preferem chamar o Antigo Testamento de Primeiro Testamento.
O antigo testamento ficou pronto por volta de 50 a.C., e o Novo Testamento no final do I século. Portanto, a Tradição Escrita durou aproximadamente 900 anos.
Como mãe, que gesta seu filho na intimidade oculta e no entanto lhe fala...
Assim Deus agiu com o seu povo.

O Evangelho de hoje!


Evangelho segundo S. Marcos 6,1-6.
E partiu dali. Foi para a sua terra, e os discípulos seguiam-no. Chegado o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes enchiam-se de espanto e diziam: «De onde é que isto lhe vem e que sabedoria é esta que lhe foi dada? Como se operam tão grandes milagres por suas mãos? Não é Ele o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?» E isto parecia-lhes escandaloso. Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e em sua casa.» E não pôde fazer ali milagre algum. Apenas curou alguns enfermos, impondo-lhes as mãos. Estava admirado com a falta de fé daquela gente. Jesus percorria as aldeias vizinhas a ensinar.
Palavra da salvação!
Glória a vós Senhor!

Leia também:
Carta aos Hebreus 12,4-7.11-15.
Livro de Salmos 103(102),1-2.13-14.17-18.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Nossa história...

Aos 23 de setembro de 2004, festa de São Pe. Pio, com a chegada de dois missionários; Edson Luiz da Silva Júnior e José Augusto, dava início a abertura da Casa Santa Teresinha do Menino Jesus, bem como os primeiros trabalhos missionários da Comunidade Obra de Maria na Diocese de Santa Luzia de Mossoró-RN.

Meses depois com a transferência de José Augusto, vieram Cleiton e Welingtom Costa, no dia 07 de março de 2006 logo após vieram as primeiras missionárias Yolanda e Maria Pereira(Atual responsável da missão). No dia 28 de março de 2006 demos ínicio ao nosso maior meio de evangelização, O CENÁCULO"Eis ai tua mãe", na residência de Vaniziéne, hoje na fase do discípulado da comunidade.
Por aqui passaram também Jaciara que deu novo impulso para o crescimento da missão, Pe. José Júnior que durante o ano de 2007 esteve a serviço da Diocese nas Santas Missões Populares a quem devemos muito pelo zelo espiritual e a sadia convivência, Jaderson Felipe ao longo de 2007/2008 embelezou esta missão com seu exemplo de doação e serviço.

Atualmente somos seis missionários internos vivendo intensamente o nosso carisma que é "Evangelizar de todas as formas com alegria" : Carmem, Nelinho, Natália, Maria Pereira, Júnior e Adalberto. Membros externos temos: 11 na fase do pré-discipulado e 08 na fase do discipulado.

Nossa gratidão aos nossos pais fundadores Gilberto Gomes Barbosa e Maria Salomé Ventura pelo exemplo de confiança em Deus e por nos impulsionar a não desistir da Comunidade em meio aos desafios. A Lenira Moreira que há 11 anos é a maior divulgadora da Obra de Maria nesta cidade através da Rainha da Paz Peregrinações. A Dom Mariano Manzana nosso bispo diocesano que juntamente conosco chegou nesta cidade e nos acompanha com sua oração e sua benção. Aos padres José Júnior, Vandilson e Josenilson que mês a mês nos dar a alegria da sua visita e junto conosco fazem a missão acontecer.
A cada braço forte, amigo e famílias do cenáculo que nos ajudam a tornar Jesus Cristo mais conhecidos e mais amado. Por fim nossa gratidão ao Pe. Sátiro Cavalcante Dantas que logo abriu as portas da capela de São Vicente para nossos trabalhos de evangelização onde nasceu a Missa da Graça com aproximadamente 50 pessoas atualmente celebrada na quadra do Colégio Sagrado Coração de Maria para cerca de 1.500 pessoas aproximadamente.

Só nos resta dizer como Santa Terezinha do Menino Jesus: "A nós o trabalho e a oração e a Jesus o sucesso!"

Maria Pereira da Silva

Mensagem de Bento XVI para a Quaresma 2009

Queridos irmãos e irmãs!

No início da Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso, a Liturgia propõe-nos três práticas penitenciais muito queridas à tradição bíblica e cristã – a oração, a esmola, o jejum – a fim de nos predispormos para celebrar melhor a Páscoa e deste modo fazer experiência do poder de Deus que, como ouviremos na Vigília pascal, «derrota o mal, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, a alegria aos aflitos. Dissipa o ódio, domina a insensibilidade dos poderosos, promove a concórdia e a paz» (Hino pascal). Na habitual Mensagem quaresmal, gostaria de reflectir este ano em particular sobre o valor e o sentido do jejum.

De facto a Quaresma traz à mente os quarenta dias de jejum vividos pelo Senhor no deserto antes de empreender a sua missão pública. Lemos no Evangelho: «O Espírito conduziu Jesus ao deserto a fim de ser tentado pelo demónio. Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome» (Mt 4, 1-2). Como Moisés antes de receber as Tábuas da Lei (cf. Êx 34, 28), como Elias antes de encontrar o Senhor no monte Oreb (cf. 1 Rs 19, 8), assim Jesus rezando e jejuando se preparou para a sua missão, cujo início foi um duro confronto com o tentador.

Podemos perguntar que valor e que sentido tem para nós, cristãos, privar-nos de algo que seria em si bom e útil para o nosso sustento. As Sagradas Escrituras e toda a tradição cristã ensinam que o jejum é de grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que a ele induz. Por isto, na história da salvação é frequente o convite a jejuar. Já nas primeiras páginas da Sagrada Escritura o Senhor comanda que o homem se abstenha de comer o fruto proibido: «Podes comer o fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas o da árvore da ciência do bem e do mal, porque, no dia em que o comeres, certamente morrerás» (Gn 2, 16-17). Comentando a ordem divina, São Basílio observa que «o jejum foi ordenado no Paraíso», e «o primeiro mandamento neste sentido foi dado a Adão». Portanto, ele conclui: «O "não comas" e, portanto, a lei do jejum e da abstinência» (cf. Sermo de jejunio: PG 31, 163, 98). Dado que todos estamos estorpecidos pelo pecado e pelas suas consequências, o jejum é-nos oferecido como um meio para restabelecer a amizade com o Senhor. Assim fez Esdras antes da viagem de regresso do exílio à Terra Prometida, convidando o povo reunido a jejuar «para nos humilhar – diz – diante do nosso Deus» (8, 21).

O Onipotente ouviu a sua prece e garantiu os seus favores e a sua proteção. O mesmo fizeram os habitantes de Ninive que, sensíveis ao apelo de Jonas ao arrependimento, proclamaram, como testemunho da sua sinceridade, um jejum dizendo: «Quem sabe se Deus não Se arrependerá, e acalmará o ardor da Sua ira, de modo que não pereçamos?» (3, 9). Também então Deus viu as suas obras e os poupou.No Novo Testamento, Jesus ressalta a razão profunda do jejum, condenando a atitude dos fariseus, os quais observaram escrupulosamente as prescrições impostas pela lei, mas o seu coração estava distante de Deus. O verdadeiro jejum, repete também noutras partes o Mestre divino, é antes cumprir a vontade do Pai celeste, o qual «vê no oculto, recompensar-te-á» (Mt 6, 18).

Ele próprio dá o exemplo respondendo a satanás, no final dos 40 dias transcorridos no deserto, que «nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4, 4). O verdadeiro jejum finaliza-se portanto a comer o «verdadeiro alimento», que é fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34). Portanto, se Adão desobedeceu ao mandamento do Senhor «de não comer o fruto da árvore da ciência do bem e do mal», com o jejum o crente deseja submeter-se humildemente a Deus, confiando na sua bondade e misericórdia.Encontramos a prática do jejum muito presente na primeira comunidade cristã (cf. Act 13, 3; 14, 22; 27, 21; 2 Cor 6, 5).

Também os Padres da Igreja falam da força do jejum, capaz de impedir o pecado, de reprimir os desejos do «velho Adão», e de abrir no coração do crente o caminho para Deus. O jejum é também uma prática frequente e recomendada pelos santos de todas as épocas. Escreve São Pedro Crisólogo: «O jejum é a alma da oração e a misericórdia é a vida do jejum, portanto quem reza jejue. Quem jejua tenha misericórdia. Quem, ao pedir, deseja ser atendido, atenda quem a ele se dirige. Quem quer encontrar aberto em seu benefício o coração de Deus não feche o seu a quem o suplica» (Sermo 43; PL 52, 320.332).Nos nossos dias, a prática do jejum parece ter perdido um pouco do seu valor espiritual e ter adquirido antes, numa cultura marcada pela busca da satisfação material, o valor de uma medida terapêutica para a cura do próprio corpo. Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para os crentes é em primeiro lugar uma «terapia» para curar tudo o que os impede de se conformarem com a vontade de Deus. Na Constituição apostólica Paenitemini de 1966, o Servo de Deus Paulo VI reconhecia a necessidade de colocar o jejum no contexto da chamada de cada cristão a «não viver mais para si mesmo, mas para aquele que o amou e se entregou a si por ele, e... também a viver pelos irmãos» (Cf. Cap. I).
A Quaresma poderia ser uma ocasião oportuna para retomar as normas contidas na citada Constituição apostólica, valorizando o significado autêntico e perene desta antiga prática penitencial, que pode ajudar-nos a mortificar o nosso egoísmo e a abrir o coração ao amor de Deus e do próximo, primeiro e máximo mandamento da nova Lei e compêndio de todo o Evangelho (cf. Mt 22, 34-40).A prática fiel do jejum contribui ainda para conferir unidade à pessoa, corpo e alma, ajudando-a a evitar o pecado e a crescer na intimidade com o Senhor. Santo Agostinho, que conhecia bem as próprias inclinações negativas e as definia «nó complicado e emaranhado» (Confissões, II, 10.18), no seu tratado A utilidade do jejum,escrevia: «Certamente é um suplício que me inflijo, mas para que Ele me perdoe; castigo-me por mim mesmo para que Ele me ajude, para aprazer aos seus olhos, para alcançar o agrado da sua doçura» (Sermo 400, 3, 3: L 40, 708).
Privar-se do sustento material que alimenta o corpo facilita uma ulterior disposição para ouvir Cristo e para se alimentar da sua palavra de salvação. Com o jejum e com a oração permitimos que Ele venha saciar a fome mais profunda que vivemos no nosso íntimo: a fome e a sede de Deus.Ao mesmo tempo, o jejum ajuda-nos a tomar consciência da situação na qual vivem tantos irmãos nossos. Na sua Primeira Carta São João admoesta: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como estará nele o amor de Deus?» (3, 17). Jejuar voluntariamente ajuda-nos a cultivar o estilo do Bom Samaritano, que se inclina e socorre o irmão que sofre (cf. Enc. Deus caritas est, 15).
Escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é indiferente. Precisamente para manter viva esta atitude de acolhimento e de atenção para com os irmãos, encorajo as paróquias e todas as outras comunidades a intensificar na Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cultivando de igual modo a escuta da Palavra de Deus, a oração e a esmola. Foi este, desde o início o estilo da comunidade cristã, na qual eram feitas colectas especiais (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27), e os irmãos eram convidados a dar aos pobres quanto, graças ao jejum, tinham poupado (cf. Didascalia Ap., V, 20, 18). Também hoje esta prática deve ser redescoberta e encorajada, sobretudo durante o tempo litúrgico quaresmal.De quanto disse sobressai com grande clareza que o jejum representa uma prática ascética importante, uma arma espiritual para lutar contra qualquer eventual apego desordenado a nós mesmos.
Privar-se voluntariamente do prazer dos alimentos e de outros bens materiais, ajuda o discípulo de Cristo a controlar os apetites da natureza fragilizada pela culpa da origem, cujos efeitos negativos atingem toda a personalidade humana. Exorta oportunamente um antigo hino litúrgico quaresmal: «Utamur ergo parcius, / verbis, cibis et potibus, / somno, iocis et arcitius / perstemus in custodia – Usemos de modo mais sóbrio palavras, alimentos, bebidas, sono e jogos, e permaneçamos mais atentamente vigilantes».Queridos irmãos e irmãos, considerando bem, o jejum tem como sua finalidade última ajudar cada um de nós, como escrevia o Servo de Deus Papa João Paulo II, a fazer dom total de si a Deus (cf. Enc. Veritatis splendor, 21). A Quaresma seja portanto valorizada em cada família e em cada comunidade cristã para afastar tudo o que distrai o espírito e para intensificar o que alimenta a alma abrindo-a ao amor de Deus e do próximo.
Penso em particular num maior compromisso na oração, na lectio divina, no recurso ao Sacramento da Reconciliação e na participação activa na Eucaristia, sobretudo na Santa Missa dominical. Com esta disposição interior entremos no clima penitencial da Quaresma. Acompanhe-nos a Bem-Aventurada Virgem Maria, Causa nostrae laetitiae, e ampare-nos no sforço de libertar o nosso coração da escravidão do pecado para o tornar cada vez mais «tabernáculo vivo de Deus». Com estes votos, ao garantir a minha oração para que cada crente e comunidade eclesial percorra um proveitoso itinerário quaresmal, concedo de coração a todos a Bênção Apostólica.

Vaticano, 11 de Dezembro de 2008.


BENEDICTUS PP. XVI [Tradução do original italiano distribuída pela Santa Sé


Fonte Zenit.org

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SEJA UM BRAÇO FORTE!
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Porque meus olhos viram a Salvação que ofereceste a todos os povos

Eis, meus irmãos, entre as mãos de Simeão, um círio aceso. Acendei também, nesta luminária, os vossos círios, lâmpadas que o Senhor vos ordena que segureis, acesas, em vossas mãos (Lc 12,35). Aqueles que O contemplam ficam iluminados (Sl 33,6); aproximai-vos pois, de maneira a serdes, mais que meros portadores de velas, luzes que brilham no interior e no exterior, para vós mesmos e para o próximo.

Que haja portanto uma vela acesa no vosso coração, na vossa mão, na vossa boca! Que a lâmpada que tendes no coração brilhe para vós mesmos, que a lâmpada que tendes na mão e na boca brilhe para o vosso próximo. A lâmpada que tendes em vosso coração é a devoção inspirada pela fé; a lâmpada que tendes em vossa mão, o exemplo das boas obras; a lâmpada na vossa boca, a palavra que edifica. Porque não devemos contentar-nos em ser luzes aos olhos dos homens por nossos actos e palavras, pois é preciso também que brilhemos diante dos anjos, com a oração, e diante de Deus, com as nossas intenções. A nossa lâmpada diante dos anjos é a pureza da devoção que nos faz cantar com recolhimento ou rezar com fervor, na sua presença. A nossa lâmpada diante de Deus é a resolução sincera de agradar unicamente Àquele diante de Quem encontrámos a graça [...]

Assim, a fim de acendermos todas estas lâmpadas, deixai-vos iluminar, irmãos, aproximando-vos da fonte da luz, Jesus, que brilha nas mãos de Simeão. Ele quer, seguramente, iluminar a vossa fé, fazer resplandecer as vossas obras, inspirar-vos palavras para dizerdes aos homens, encher-vos de fervor na oração e purificar as vossas intenções [...]. E, quando a lâmpada desta vida se extinguir [...], vereis a luz da vida que não se extingue levantar-se e elevar-se na noite como o esplendor da luz do meio-dia.

Fonte Evangelho Cotidiano

03 de fevereiro dia de São Brás

"Jesus levou-os até Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os. E enquanto os abençoava, distanciou-se deles e era elevado aos céus" (Lc 24,50-51).

Hoje muitas pessoas vão à igreja a fim de receberem a "benção de São Brás". É um costume antigo, em que se pede a Deus, mediante essa bênção, que sejamos preservados de todo mal da garganta e de qualquer outra doença. A figura de São Brás está envolta em muitas lendas, segundo as quais ele teria vivido sozinho no deserto, no meio de animais ferozes. Depois, deveria ser devorado por leões, tigres e ursos, na arena romana, como mártir. E porquê a bênção da garganta? Conta a história que uma pobre mãe trouxe um filhinho sufocado por uma espinha de peixe, para que São Brás o curasse. Este lhe impôs as mãos, fez o sinal da cruz e a criança ficou curada. A devoção a esse Santo vem de longe. E é até representada num dos mais célebres vitrais da Catedral de Chartres, em França. A bênção - e eu penso na "benção de São Brás" - significa "força de Deus"; força em nossa vida, pela oração e também pela adesão à vontade dele.

São Brás Rogai por nós!
Fonte Evangelho Cotidiano

Papa pede ao patriarca russo que continue trabalhando pela união dos cristãos



Enviou uma mensagem através do cardeal Kasper por ocasião de sua entronização

Por Inma Álvarez

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI voltou a enviar uma mensagem ao novo patriarca ortodoxo russo, Sua Santidade Kirill, desta vez por ocasião de sua entronização, insistindo na importância de continuar trabalhando pela comunhão entre os cristãos.

A mensagem foi entregue ao patriarca pelo cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, junto com um cálice, ontem, 1º de fevereiro, durante a celebração de sua entronização como cabeça da Igreja Ortodoxa Russa, na catedral de Cristo Salvador de Moscou.

O cardeal Kasper encabeçava a delegação da Igreja Católica convidada para a cerimônia, estava composta pelo secretário do dicastério, Dom Brian Farrel, L.C., pelo arcebispo Antonio Mennini, representante da Santa Sé na Federação Russa, por Dom Paolo Pezzi, arcebispo da «Mãe de Deus em Moscou», e pelo sacerdote Milan Zust.

Em sua carta, o Papa recorda os encontros tidos com o novo patriarca quando este era presidente do Departamento de Relações Eclesiais Exteriores, e os define como «cheios de boa vontade».

Bento XVI lhe recordou o papel que ele mesmo desempenhou «ao forjar uma nova relação entre nossas Igrejas, uma relação baseada na amizade, na aceitação mútua e no diálogo sincero».

«Tenho sérias esperanças de que continuaremos cooperando para encontrar formas de fomentar e reforçar a comunhão no Corpo de Cristo», afirma o Papa.

Por outro lado, o pontífice falou também do trabalho realizado pelo patriarca anterior, Alexis II, tanto para a renovação da própria Igreja Ortodoxa Russa como para a cooperação com as demais confissões cristãs.

O falecido pontífice, acrescentou o Papa, «deixou para o seu povo uma profunda e respeitosa herança de renovação e desenvolvimento eclesial, ao guiar a Igreja Ortodoxa Russa fora do longo e difícil período de sofrimento sob um sistema totalitário e ateu, a uma nova e ativa presença e serviço à sociedade de hoje».

Alexis II «trabalhou assiduamente pela unidade da Igreja Ortodoxa Russa e pela comunhão com as demais igrejas ortodoxas. Ao mesmo tempo, manteve um espírito de abertura e cooperação com os demais cristãos, particularmente com a Igreja Católica, para a defesa dos valores cristãos na Europa e no mundo», assegura.

«Estou certo de que Sua Santidade continuará construindo sobre este sólido fundamento, pelo bem de seu povo e para benefício dos cristãos de todos os lugares», acrescenta o Papa.

«Por ocasião de sua entronização, desejo portanto renovar-lhe minha estima e minha proximidade espiritual. Rezo para que o Pai celestial lhe conceda a abundância dos dons do Espírito Santo em seu ministério, que lhe capacitem para guiar a Igreja na paz e no amor de Cristo», conclui a mensagem.

Fonte zenit